quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

REUNIÃO DA ABRHAGI DO DIA 28/11/2018

Presidente Vicente Maia faz a abertura da sessão

Oração Inicial

Leitura da ata da sessão anterior
Padre Olviera profere palestra com o tema: A MISSÃO DE CRISTO



Entre os convidados, vários paroquianos da Igreja da Paz, onde o palestrante é pároco


Presidente Vicente Maia tece elogios e agradece ao palestrante Padre Oliveira





Oração final

REUNIÃO DO DIA 30/10/2018

Colaço preside a sessão

Oração inicial



Secretário Vasco Arruda faz a leitura da ata da sessão anterior

O acadêmico Renato Barroso faz a leitura da palestra de Gisela Nunes Costa sobre Dom Hélder Câmara, tendo em
vista a mesma estar doente da garganta

Gisela faz suas considerações finais sobre o texto de sua autoria

ATA DA SESSÃO DA ABRHAGI DE 30 DE OUTUBRO DE 2018


Às vinte horas do dia trinta de outubro de dois mil e dezoito, no Sala Dona Toni Cals do Colégio da Imaculada Conceição, sito na Avenida Santos Dumont, 55 – Centro, Fortaleza-Ce, reuniu-se a Academia Brasileira de Hagiologia – ABRHAGI, sob a presidência do acadêmico Antônio Colaço Martins, em razão da ausência do presidente Vicente de Paula Maia Santos Lima, que se encontra convalescendo de uma cirurgia cardíaca. Estiveram, também, presentes à reunião os acadêmicos Gizela Nunes da Costa, José Renato Barroso, Giovana Saboya Mont’Alverne, José Vasconcelos Arruda Filho e Luciano Dídimo. Justificaram a falta o acadêmico Raimundo Bezerra Falcão e a acadêmica Irmã Rita de Cássia. Dentre os convidados, Maria Ester Monteiro e Irmã Maria Aparecida de Sousa. Após a Irmã Aparecida ter feito a oração de abertura, a convite do presidente em exercício, este iniciou a sessão solicitando que o primeiro secretário fizesse a leitura da ata da sessão anterior, a qual foi aprovada sem ressalvas por todos os presentes. A seguir, a acadêmica Gizela Nunes da Costa foi convidada a dar início à palestra intitulada Dom Hélder Câmara, sinopse de uma vida. Em virtude de uma forte gripe que a acometera, a acadêmica solicitou ao presidente em exercício que procedesse à leitura do texto preparado por ela sobre o tema proposto. Concluída a leitura, muito aplaudida pelos presentes, a acadêmica Gizela Nunes da Costa fez uso da palavra, acrescentando algumas informações sobre Dom Hélder Câmara. Na sequência, o acadêmico José Vasconcelos Arruda Filho também pediu para se manifestar, tecendo alguns comentários sobre a vida e a obra deste grande prelado cearense. Ato contínuo, a convidada Maria Ester Monteiro rememorou um fato protagonizado por Dom Hélder e presenciado por ela, em Paris, quando o Arcebispo de Olinda e Recife concelebrou uma missa em uma igreja apinhada de fieis, cabendo a ele o encargo de fazer a homilia em língua francesa. Concluídas as falas, o presidente em exercício deu por encerrados os trabalhos. Nada mais havendo a relatar, eu, José Vasconcelos Arruda Filho, primeiro secretário, lavrei a presente ata, que depois de lida e aprovada, será assinada por mim e pelos demais sócios presentes. 

ATA DA SESSÃO DA ABRHAGI DE 26 DE SETEMBRO DE 2018


Às vinte horas e quinze minutos do dia vinte e seis de setembro de dois mil e dezoito, no Salão da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes do Colégio da Imaculada Conceição, sito na Avenida Santos Dumont, 55 – Centro, Fortaleza-Ce, reuniu-se a Academia Brasileira de Hagiologia – ABRHAGI, sob a presidência da acadêmica Gizela Nunes da Costa, tesoureira da entidade, em razão da ausência do presidente Vicente de Paula Maia Santos Lima, que se submeteu a uma cirurgia cardíaca nessa mesma data e do vice-presidente Raimundo Bezerra Falcão, que está com a esposa enferma. Estiveram presentes, também, à reunião, os acadêmicos João Gonçalves de Lemos, Matusahila Santiago, Roberto Gaspar, José Renato Barroso, Giovani Carvalho Mendes, Paulo Mindello, José Vasconcelos Arruda Filho, Giovana Saboya Mont’Alverne, Pedro Bezerra de Araújo, Irmã Rita de Cássia, Luciano Dídimo Camurça Vieira e José Luís Lira, presidente de honra da ABRHAGI. Justificaram a falta os acadêmicos Moisés Farias e Antônio Colaço Martins. Dentre os convidados, Dimarante José Marques, Izaíra Silvino, Liana Cristina, Gisele Cristina, Jonas Dídimo, Ir. Maria Aparecida de Sousa, Sônia Maria Nogueira, Eduardo Bezerra Neto, Paulo Dídimo Camurça Vieira, Ana Cléa Veras Camurça Vieira, Paulo Dídimo Camurça Vieira Filho, Raimundo Hildeberto Veras da Silva, Lireuda Maria de Sousa Veras, Anunciada Novais, Adriano Horácio Camurça Vieira, Maria Evendina Camurça Vieira, Roberto Pontes e Eliane Enir Vieira Maia. Antes de dar início à sessão, a presidente em exercício Gizela Nunes da Costa convidou o acadêmico Luciano Dídimo para que conduzisse a oração inicial. Na ocasião, foi entoado o poema de Horácio Dídimo intitulado "Nossa Senhora das Graças", musicado por Mauro Augusto. Abrindo os trabalhos, a presidente em exercício convidou para compor a mesa Maria Evendina Camurça Vieira, viúva de Horácio Dídimo; Matusahila Santiago, sócia fundadora da ABRHAGI; José Luís Lira, sócio fundador, presidente de honra da ABRHAGI e orador oficial da noite, e José Vasconcelos Arruda Filho, primeiro secretário. Dando início aos trabalhos, a presidente em exercício deu por aberta a Sessão da Saudade em homenagem ao acadêmico Horácio Dídimo, falecido no último dia 2 de setembro. A seguir, foi lida pelo primeiro secretário a ata da sessão anterior, aprovada pelos acadêmicos presentes.  Passou-se, a seguir, às homenagens a Horácio Dídimo, iniciando por Mauro Augusto que cantou o poema "Revelação”, por ele musicado, acompanhado por Ivonildo ao violão. Dando prosseguimento, o Grupo Verso de Boca (do Curso de Letras da UFC) declamou poesias do homenageado. Em seguida, foi dada a palavra ao orador oficial José Luís Araújo Lira, sócio fundador e presidente de honra da ABRHAGI,  o qual proferiu a palestra intitulada “HORÁCIO DÍDIMO: POETA DA TERNURA E DO SAGRADO”, salientando aspectos e fatos da vida e da obra do acadêmico. Encerrado o discurso do orador oficial, fizeram uso da palavra Sonia Nogueira, que leu o texto escrito por ela em 2009 "O que os olhos veem", e Eduardo Bezerra, em cuja fala enfatizou a santidade de vida de Horácio Dídimo. Na sequência, a regente, cantora e compositora Izaíra Silvino, acompanhada ao violão por seu esposo, cantou com muita emoção o "Poema do Tiê",  poesia por ela musicada a qual foi escrita por Horácio Dídimo apresentando o livro de literatura infantil da Profª. Helena Lutécia Lucena "A História do Tiê". Na sequência, o médico Júlio Augusto Alves, acompanhado de seus filhos, cantou poemas musicados por ele da autoria de Horácio Dídimo: "Nossa Senhora Aparecida" e "A Escola dos Bichos". Na sequência, o acadêmico Luciano Dídimo, falando em nome da família, agradeceu a presença de todos e conduziu a oração final recitando, em dueto com José Luís Lira, a oração "O Pai-nosso e o agradecimento a meu pai por ser instrumento do amor de Deus na minha vida". Finalizando as homenagens, tendo Izaíra Silvino ao bandolim e seu esposo ao violão, foi executada a Ave-Maria, emocionando a todos os presentes. A seguir, a presidente em exercício deu por encerrados os trabalhos. Nada mais havendo a relatar, eu, José Vasconcelos Arruda Filho, primeiro secretário, lavrei a presente ata, que depois de lida e aprovada, será assinada por mim e pelos demais sócios presentes.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Convite - Palestra dia 30/10/2018

A Academia Brasileira de Hagiologia convida para a reunião do dia 30/10/2018 na qual a confreira Gizela Nunes da Costa, ocupante da cadeira nº 03, abordará o tema Dom Hélder Câmara - Snopse de uma Vida.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Horácio Dídimo: Poeta da Ternura e do Sagrado - por José Luís Lira

José Luís Lira



Palestra proferida por José José Luís Lira na Sessão da Saudade ocorrida em 26/09/2018 em homenagem ao acadêmico Horácio Dídimo (falecido em 02/09/2018)




Primeiro, agradeço a Deus por ter conhecido o Prof. Horácio Dídimo e com ele ter convivido; segundo, agradeço ao nosso nobre Presidente, Prof. Vicente Maia, por aceitar a sugestão do Acadêmico Luciano Dídimo para que eu me manifestasse a respeito deste nosso Confrade Horácio Dídimo que junto com outros confrades e confreiras[1] toma assento na Academia de Hagiologia do Céu. O Luciano tem a sorte de ter seu diploma preenchido com a letra de seu pai. Lembro-me como se fosse hoje, do dia de sua posse.

Horácio Dídimo

Horácio Dídimo Pereira Barbosa Vieira, nasceu a 23 de março de 1935, data na qual ingressava no céu Santa Rafka, monja mística católica maronita libanesa, que suportou a agonia que precedeu seu retorno à Casa do Pai, “tendo a certeza que deste modo participava da Paixão de Jesus Cristo e no sofrimento da Virgem Maria”. Nesta data, desde 1914, antes do nascimento do nosso Poeta, Santa Rafka, cujo nome de batismo significava “Pedrinha”, é reverenciada pelos seus devotos em todo o mundo.

Horácio nos remete a Quintus Horatius Flaccus, um dos maiores poetas da Roma Antiga, autor da célebre frase “carpe diem quam minimum credula postero” (colhe o dia quanto menos confia no amanhã). Nas Escrituras Sagradas, vemos Dídimo como agnome de “Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze” (João 20,24). O Dídimo bíblico protagonizou nossa fraqueza de fé ao querer ver e tocar o ressuscitado, contudo, deixou-nos oração que ainda hoje rezamos: “Meu Senhor e meu Deus” e foi por ele que Jesus Cristo falou a todos nós: “Bem-aventurados os que não viram e, contudo, creram” (João 20,29).

Os pais de Horácio Dídimo eram Dídimo Barbosa Vieira e Emir de Horácio Vieira. Poderíamos dizer que ele era Horácio de Emir e Dídimo de Dídimo. O menino nasceu na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, que o vira se tornar poeta, ficcionista e ensaísta. Nesta Fortaleza, Dídimo estudou, no Colégio Cearense do Sagrado Coração, fundado no ano do falecimento de Santa Rafka, administrado por sacerdotes e irmãos maristas. Depois, Dídimo foi para a Capital, o Rio de Janeiro, onde cursou Direito na antiga Universidade do Estado da Guanabara. De retorno ao Ceará, cursou Letras na Universidade Federal do Ceará. Mais tarde, obteve o grau de Mestre em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal da Paraíba, em nosso Nordeste Brasileiro. Depois, Dídimo foi para as Minas Gerais, de poetas, santos e pão de queijo. Ali obtém o grau de Doutor em Literatura Comparada, pela Universidade Federal de Minas Gerais.

No campo pessoal, conheceu Maria Evendina Camurça que após casar-se com Dídimo, acrescentou Vieira ao sobrenome e com ele gerou 4 filhos, sendo avós de 10 netos.

Dona Evendina é sobrinha do nosso saudoso Conselheiro de Honra fundador, Mons. André Viana Camurça. Foi o Mons. André que concedeu ao casal as bênçãos matrimoniais, no dia 13 de janeiro de 1962, há mais de 56 anos. Talvez os Senhores me permitam um pequeno parêntese. No sacerdócio, o seminarista Andrezinho, era o mais jovem. Antes dele tinha José e depois de José tinha o Antonino. Eram três amigos de seminário, de ideal e de amor à Igreja. Foram fiéis ao juramento feito diante de seus bispos. José, Bezerra Coutinho, Dom Coutinho, foi ordenado sacerdote no dia 3 de dezembro de 1933; Antonino, Cordeiro Soares, Mons. Antonino, foi ordenado em 21 de setembro de 1935 e Andrezinho, Viana Camurça, Mons. Camurça, em 8 de dezembro de 1935. Os três foram grandes amigos e pelos prenomes que apresentamos se cumprimentaram a vida toda. Conheci os três. Vi a santidade que eles exalavam e sei que os três, no céu, receberam nosso Poeta Dídimo!

Voltando ao Poeta, no Ceará, ele foi advogado do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e chefe da Assessoria Jurídica da Secretaria de Viação, Obras, Minas e Energia do Estado. Professor do Departamento de Literatura e da Pós-Graduação em Letras da nossa Salamanca, a Universidade Federal do Ceará.
Horácio Dídimo

Dídimo publicou, Poesia: Tempo de Chuva (1967), Tijolo de Barro (1968), O Chão dos Astronautas - Pictopoemas (1969), Passarinho Carrancudo (1980), A Palavra e a palavra (1980), Amor - Palavra que Muda de Cor (1984), nova edição do livro anterior, Piérvaia Titrat Rússkovo Iazyká (Primeiro Caderno de Russo) (1986), A Nave de Prata - Livro de Sonetos & Quadro Verde - Poemas Visuais (1991), Esperantaj Poemetoj, Estrela da Vida Inteira (1996), Ficções Lobatianas (1997), A Estrela Azul e o Almofariz (1998), A Nave de Rubi (2006), A Nave de Ouro (2012), O Afinador de Palavras (2013), A Estrela Azul da Fé e da Poesia (2015), O Livro dos Sonetilhos (2016). Ensaio: As Sete Dimensões do Exercício de Escrever (1984), O Signo Poemático, Reflexões de um Passarinho Carrancudo, As Harmonias do Pai-Nosso - Roteiros para Meditação (1983), com 2ª edição em 1986, As Funções da Linguagem e da Literatura, As Funções da Literatura Infantil (1986), As Dimensões do Magistério de Letras, no Jornal de Cultura da UFC, nº 20 (1990), Tipologia dos Personagens, Manuel Bandeira: Poesia e Personagem, A Contemplação da Face de Cristo, Poesia & Literatura Infantil, Panorama Poético da Literatura Cearense, O Pequeno Leitor, Poesia Brasileira: Tipologia, Deslocamento e Desrealização (dissertação de mestrado), Ficções Lobatianas: Dona Aranha e as Seis Arainhas no Sítio do Picapau Amarelo (tese de doutorado), As Dimensões do Ofício de Escritor. Literatura infantil: O Passarinho Carrancudo (1980), com 2ª edição em 1982, As Historinhas do Mestre Jabuti[19] (1982), As Reinações do Rei, Historinhas Cascudas, Festa do Mercadinho (1981), A Escola dos Bichos (1982), O Desfile das Letras (1982), As Flores e os Passarinhos (1983), Um Novo Dia (1983), A Cara dos Algarismos (1983), As Letras e os Números, Tempo de Sol, Exercícios de Admiração, O Menino Impossível, O Menino Perguntador (1986), O Pequeno Poeta, Os Compadres Bichos.

O reconhecimento chegou ao intelectual Horácio Dídimo, com a conquista de uma cadeira na Academia Cearense de Letras, a mais antiga do Brasil, na Academia Cearense da Língua Portuguesa, na Academia de Letras e Artes do Nordeste, na Academia de Ciências Sociais do Ceará, na Associação Brasileira de Bibliófilos, honorariamente na Academia Fortalezense de Letras, quando Matusahila Santiago e eu a fundamos e, ainda, de correspondente na Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris (Salvador-Bahia). Quando fundávamos a Academia Brasileira de Hagiologia, de imediato nos lembramos do intelectual que era membro da Comunidade Católica Face de Cristo, e o convidamos. Ele aceitou o convite e fundou a Cadeira de nº 15, tendo por Patrona Nossa Senhora do Rosário. E Rosário quer dizer, um tanto de rosas, um buquê de rosas que se oferece à Mãe de Deus. Cada Ave Maria é uma rosa que oferecemos à Mãe de Deus e Nossa. Penso que Dídimo quis oferecer um buquê de Rosas à Virgem do Rosário, a mesma de Fátima, do Rosário de Fátima, que abençoou seu amor e sua união matrimonial com Dona Evendina.

“No início era o Verbo e o Verbo era Deus. Ele estava, no início, voltado para Deus. Tudo foi feito por meio dele: e sem ele nada se fez do que feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens...” (João 1, 1-4). Dídimo entendeu a Palavra, o Verbo. O sagrado sempre permeou sua escrita, sua vida, seu modo sereno de ser. Assim, “A Estrela Azul da Fé e da Poesia” brilhou, “As Harmonias do Pai-Nosso” se fizeram roteiro para meditação e “A Contemplação da Face de Cristo” é o prêmio que ele, “servo bom e fiel”, recebeu, do último dia 2 para o dia 3 de setembro, quando foi chamado à presença de seu Rei, nosso Rei, verdadeiro Rei, JESUS!

Amém!
Fortaleza, 26 de setembro de 2018.

José Luís Araújo Lira [2]





[1] Acadêmicos/as falecidos/as: Poeta Gerardo Melo Mourão (2007), Dom Aloísio Lorscheider (2007), Dom José Bezerra Coutinho (2008), Prof. Aureliano Diamantino Silveira (2008), Escritor Antonio Olinto (2009), Prof. José Costa Matos (2009), Profª. Nilza Botelho Megale (2010), Mons. André Viana Camurça (2011), Mons. Francisco de Assis Pereira (2011), Pe. Joaquim Colaço Dourado (2014), Profª. Norma Soares (2014), Prof. Ronaldo Mourão (2014), Ir. Elisabeth Silveira (2015), Prof. José Teodoro Soares (2016), Ir. Francileide Bizerril (2016), Des. Francisco Barbosa Filho (2017) e, finalmente, Horácio Dídimo Pereira Barbosa Vieira (2018).

[2] Fundador, primeiro Presidente e atual Presidente de Honra da Academia Brasileira de Hagiologia. Orador oficial na Sessão da Saudade in memoriam do Acadêmico Horácio Dídimo Pereira Barbosa Vieira.

Sessão da Saudade ressalta a ternura e a santidade de Horácio Dídimo

Aconteceu nesta quarta-feira, dia 26 de setembro de 2018 a Sessão da Saudade promovida pela Academia Brasileira de Hagiologia em homenagem ao acadêmico Horácio Dídimo (ocupante da cadeira nº 15), falecido no último dia 02 de setembro.

Grande presença de amigos, familiares e admiradores de Horácio Dídimo

A sessão foi realizada na Capela Nossa Senhora de Lourdes, nas dependências do Colégio Imaculada Conceição, e contou com grande presença de acadêmicos, amigos, familiares e admiradores de Horácio Dídimo.

A oração inicial foi conduzida por Luciano Dídimo, filho do homenageado e acadêmico da ABRHAGI, sendo na ocasião cantado o poema de Horácio Dídimo intitulado "Nossa Senhora das Graças"i, musicado por Mauro Augusto.

Em seguida foi aberta a sessão, presidida pela acadêmica Gizela Nunesda Costa em razão da ausência do Presidente Vicente Maia, que se submeteu a uma cirurgia cardíaca nessa mesma data. A presidente da sessão convidou para compor a mesa: Maria Evendina Camurça Vieira (viúva de Horácio Dídimo), Matusahila Santiago (sócia fundadora da ABRHAGI), José Luís Lira, (orador oficial da noite) e Vasco Arruda (Secretário da ABRHAGI).


Maria Evendina, Gizela Nunes, Matusahila Santiago e José Luís Lira
A seguir, foi lida pelo Secretário Vasco Arruda a ata da sessão anterior, que foi aprovada pelos acadêmicos presentes. Por conseguinte, foi dado início às homenagens para Horácio Dídimo, iniciando por Mauro Augusto que cantou o poema "Revelação"ii por ele musicado, acompanhado de Ivonildo no violão. Em prosseguimento o Grupo Verso de Boca (do Curso de Letras da UFC) declamou poesias do homenageado.


Grupo Verso de Boca
Dada a palavra ao orador oficial José Luís Araújo Lira, fundador e presidente de honra da ABRHAGI,  o mesmo proferiu sua encantadora palestra que teve com o tema HORÁCIO DÍDIMO: POETA DA TERNURA E DO SAGRADO, onde relatou com simplicidade e profundidade aspectos da vida e da obra de Horácio Dídimo.

José Luís Lira
Pediram a palavra Sonia Nogueira, que leu o belo texto escrito por ela em 2009 "O que os olhos vêem", e Eduardo Bezerra, que enfatizou brilhantemente a santidade de vida de Horácio Dídimo.

Na sequência a regente, cantora e compositora Izaíra Silvino, acompanhada no violão por seu esposo, cantou com muita emoção o "Poema do Tiê"iii,  poesia por ela musicada a qual foi escrita por Horácio Dídimo apresentando o livro de literatura infantil da Profª. Helena Lutécia Lucena "A História do Tiê". Também o médico Júlio Augusto Alves, acompanhado de seus filhos, cantou poemas de Horácio Dídimo que musicou: "Nossa Senhora Aparecida"iv e "A Escola dos Bichos". Essas duas participações deram o toque infantil na sessão, tão presente na obra do homenageado.

Júlio Alves e filhas
Em nome da família, o acadêmico Luciano Dídimo agradeceu a presença de todos e conduziu a oração final com a recitação em dueto com José Luís Lira da oração "O Pai-nosso e o agradecimento a meu pai por ser instrumento do amor de Deus na minha vida"v. Finalizando magistralmente a noite, Izaíra Silvino no bandolim e seu esposo no violão, tocaram a Ave-Maria, emocionando a todos os presentes.

Izaíra Silvino tocando a Ave Maria no bandolim
A Sessão da Saudade de Horácio Dídimo promovida pela ABRHAGI foi marcada pelos mesmos traços da personalidade do homenageado: simplicidade, profundidade e forte presença de Deus!


José Luís Lira, Maria Evendina e Luciano Dídimo

Gizela Nunes, José Luís Lira, Luciano Dídimo, Giovana Saboya e Vasco Arruda

_____________________________________
i NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
(MEDALHA MILAGROSA)
  
Maria vem até nós
Na medalha milagrosa
Suas mãos derramam graças
Como raios luminosos.

No reverso da medalha
A letra M e a cruz;
E os corações amorosos
De Maria e de Jesus.

Ó Maria, Mãe de Deus,
Concebida sem pecado,
Nossa Senhora das Graças!

Ó Maria Imaculada,
Rogai agora por nós,

Que recorremos a vós!
  
 Horácio Dídimo
A Estrela Azul e o Almofariz

ii REVELAÇÃO
Cf. Salmo 23/22

Quando vejo a estrela azul
Brilhando por um instante
Descanso em águas tranquilas
E em pastagens verdejantes.

Minha alma se fortalece,
Minha vida se transforma,
Uma mesa é preparada
E meu cálice transborda.

Quando vejo a estrela azul
Em todo seu esplendor
Sei que tudo vai mudar,

Sei que tudo já mudou,
Que o Senhor é meu pastor
E nada me faltará.
  
Horácio Dídimo
A Estrela Azul e o Almofariz

iii POEMA DO TIÊ

Tiê nos diz
Nossa esperança
É um sinal
Desde criança

Carícia sabe
O que nos resta
É um sinal
Na nossa testa

Um sinal leve
E transparente
Um sinal raro
Um sinal claro
Um sinal pássaro

Horácio Dídimo

iv NOSSA SENHORA APARECIDA

Padroeira do Brasil
                                  
Ó Nossa Senhora da
Conceição Aparecida,
Aparecei nos momentos
Difíceis de nossa vida!

Mostrai-nos como chegar
Ao vosso Filho Jesus,
Aparecei como a aurora
Da plenitude da luz!

Velai sobre as nossas casas,
Curai as nossas famílias,
Protegei nosso País!
Abençoai as crianças,

Mãe das nossas esperanças,
Padroeira do Brasil!
Horácio Dídimo

v O PAI-NOSSO E O AGRADECIMENTO A MEU PAI POR SER INSTRUMENTO DO AMOR DE DEUS NA MINHA VIDA
PARA HORÁCIO DÍDIMO

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
1. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
Obrigado, papai, porque pela sua paternidade, você é
instrumento do amor criador de Deus na minha vida

2.VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Obrigado, papai, porque pela sua formação, você é
instrumento do amor instaurador de Deus na minha vida

3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Obrigado, papai, porque pela sua mansidão, você é
instrumento do amor integrador de Deus na minha vida

4.O PÃO NOSSO DE CADA DIA
NOS DAI HOJE
Obrigado, papai, porque pela sua fé, você é
instrumento do amor fortalecedor de Deus na minha vida

5.PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS
ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS
A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Obrigado, papai, porque pelo seu perdão, você é
instrumento do amor restaurador de Deus na minha vida

6.E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO
Obrigado, papai, porque pelo seu exemplo, você é
instrumento do amor conscientizador de Deus na minha vida

7.MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Obrigado, papai, porque pela sua oração, você é
instrumento do amor libertador de Deus na minha vida

Luciano Dídimo
Inspirado em O PAI-NOSSO E O AMOR DE DEUS de Horácio Dídimo, As Harmonias do Pai-Nosso, 2a edição ampliada, 1986, pág. 33

ATA DA SESSÃO DA ABRHAGI DE 29 DE AGOSTO DE 2018


Às dezenove horas e cinquenta minutos do dia vinte e nove de agosto de dois mil e dezoito, no Salão da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes do Colégio da Imaculada Conceição, sito na Avenida Santos Dumont, 55 – Centro, Fortaleza-Ce, reuniu-se a Academia Brasileira de Hagiologia – ABRHAGI, sob a presidência do acadêmico Vicente de Paula Maia Santos Lima. Além do presidente, presentes à reunião os acadêmicos João Gonçalves de Lemos, Gizela Nunes da Costa, José Renato Barroso, Neuzemar Gomes de Moraes, Antônio Colaço Martins, Giovani Carvalho Mendes, José Vasconcelos Arruda Filho, Roberto Feijó Ribeiro, Giovana Saboya Mont’Alverne, Irmã Rita de Cássia, Maria Haidée Campelo Dantas e Luciano Dídimo Camurça Vieira. Justificaram a falta os acadêmicos Matusahila Santiago, Horácio Dídimo, Roberto Victor e Raimundo Bezerra Falcão. Dentre os convidados, Elianny Ribeiro, Roberto Wagner Ribeiro, Maria José Ribeiro, Nicodemos G. Napoleão, Lúcia Matos Santos Lima, Irmã Maria Aparecida de Sousa, Iris Castro Araújo, Danielle Meirelles Cabral Mendes, Maria Tarcila de Castro Freitas Araújo, Ariel Rodrigues Alves, Raimundo José Barbosa do Carmo, João Bezerra Saraiva, Maria Ester Monteiro, Maria das Graças C. B. Napoleão e Nair de Araújo Carvalho. O presidente chamou para compor a mesa o senhor Nicodemos Napoleão, presidente da Academia de Letras dos Municípios do Ceará - ALMECE, o confrade Neuzemar Gomes de Moraes, orador oficial e José Vasconcelos Arruda Filho, primeiro secretário da ABRHAGI. Em seguida, o presidente convidou o padre Antônio Murilo de Paiva para que fizesse a oração inicial. Abertos os trabalhos, os oito novos membros que tomariam posse na ocasião foram convidados a ocupar os lugares a eles previamente destinados ao lado da mesa. Três compareceram pessoalmente: Pedro Bezerra de Araújo, de Fortaleza - CE, Nahor Lopes de Souza Júnior, de Itajaí - SC e padre Antônio Murilo de Paiva, de Parnamirim - RN. Os outros cinco, por impossibilidade de comparecimento, fizeram-se representar por procuradores: Moisés Rocha Farias, de Quixadá – CE por Danielle Meirelles Cabral Mendes, Paulo de Barros Carvalho, de São Paulo – SP por Gizela Nunes da Costa, Carlos Eduardo de Carvalho Vargas, de Curitiba – PR por Luciano Dídimo Camurça Vieira, Zeni Luigia Cracco, de Cotia – SP por Giovani Carvalho Mendes e César de Oliveira Lima Barrio, de Brasília – DF por José Vasconcelos Arruda Filho. A seguir, o primeiro secretário procedeu à leitura da ata da sessão anterior, que elegeu os novos acadêmicos, a qual submetida à apreciação da assembleia, foi aprovada por todos os presentes. Dando prosseguimento, o presidente convidou o confrade Neuzemar Gomes de Moraes para que proferisse, em nome da ABRHAGI, o discurso de saudação aos novos sócios efetivos, ao termo do qual o orador foi entusiasticamente aplaudido. Procedeu-se, a seguir, à leitura do Termo de Compromisso por cada um dos novos sócios ou pelos respectivos procuradores, após o que foram todos solenemente declarados empossados. Ato contínuo, o presidente facultou a palavra, da qual fizeram uso, na sequência, os recém-empossados padre Antônio Murilo de Paiva, Nahor Lopes de Souza Júnior e Pedro Bezerra de Araújo. Concluídos os discursos, o presidente fez a cada um dos novos sócios ou a seus procuradores a entrega do Diploma de Sócio Efetivo da ABRHAGI e de um exemplar do livro Academia Brasileira de Hagiologia – ABRAHGI, Breve Histórico, organizado pelo presidente honorário deste sodalício, José Luís Lira. Por fim, o presidente expressou a todos sua alegria pelo fato de, pela primeira vez nos catorze anos de existência da ABRHAGI, estarem preenchidas todas as quarenta cadeiras e desejou aos novos acadêmicos uma longa e profícua vida na ABRHAGI. Concluindo a sessão, convidou o padre Antônio Murilo de Paiva para que fizesse a oração final. Nada mais havendo a relatar, eu, José Vasconcelos Arruda Filho, primeiro secretário, lavrei a presente ata, que depois de lida e aprovada, será assinada por mim e pelos demais sócios presentes.





quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Convite - Sessão da Saudade em homenagem a Horácio Dídimo


A Academia Brasileira de Hagiologia convida para a Sessão da Saudade em homenagem ao acadêmico Horácio Dídimo, falecido no último dia 02 de setembro. A homenagem acontecerá no dia 26/09/2018, às 20h, no Colégio Imaculada Conceição, na Av. Santos Dumont, 55 - Fortaleza-CE.

Na ocasião será proferida palestra por José Luis Lira, Presidente de Honra da ABRHAGI, cujo tema será: HORÁCIO DÍDIMO - POETA DA TERNURA E DO SAGRADO. Outras manifestações artísticas em homenagem ao escritor também estão previstas para serem apresentadas nessa noite.


HORÁCIO DÍDIMO PEREIRA BARBOSA VIEIRA era ocupante da cadeira nº 15, cuja Patronesse é Nossa Senhora do Rosário. Tinha 83 anos, era poeta, ficcionista e ensaísta brasileiro. Era formado em Direito e Letras, Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada. Foi professor do Departamento de Literatura e da Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará. Foi um dos sócios fundadores da ABRHAGI. Era ainda membro da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da Academia de Letras e Artes do Nordeste, da Academia de Ciências Sociais do Ceará e da Associação Brasileira de Bibliófilos. Foi também sócio correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris (Salvador-BA) e membro da Comunidade Católica Face de Cristo.